A perspicaz análise eleitoreira
Parece que é chegado o momento do quorum eleitoral. Não há mais para onde se correr. A situação é essa, e os candidatos, infelizmente são esses. É, na verdade, o momento do chamado: salve-se quem puder.
Domingo, contra ou a favor, com vontade ou não, e salve as exceções justificáveis – se é que elas são mesmo – os brasileiros vão as urnas. E como não há muito que se fazer, prefiro aceitar logo a idéia e ir de uma vez a apuração dos fatos.
Na minha opinião, nunca se viu, na história deste país uma campanha eleitoral tão lastimável e de tão baixo nível. Sem dúvida, esta será uma campanha que ficará marcada pela ausência do debate e da reflexão de idéias e propostas, que realmente possam ser construtivas a esta nação.
Como cidadão brasileiro, em tom de desabafo, posso dizer que me sinto muito triste em ver que o processo para eleger os regentes deste país se tornou tão medíocre ao ponto que posso compará-lo a um grande Big Brother. Totalmente imprudente, sem nexo e que busca o voto a qualquer custo ou preço ético. De Frank Aguiar a Clodovil.
Neste reality-show, do qual estamos inseridos, quem sai perdendo é o eleitor, que terá nos próximos quatro anos novos escândalos, novas falcatruas e novos rombos nos cofres públicos. Prepare-se meu povo. Vem ai “o rouba, mas faz’’, “o estupra mas não mata”, “e Brasília nunca mais será a mesma ”. É audaz leitor, na época em que Luiz Inácio enxergava e atuava, ele avisou: “São 300 picaretas com anel de doutor”.
Escrito por Bruno Varalli às 11h49
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