É amigo, durante umas férias forçadas é que as coisas acontecem.
Dessa vez, gostaria de fazer o lançamento oficial de mais uma coluna aqui no Audácias.
É, isso vai geral uma polêmica sem tamanho no âmbito dessa Associação.
Com muito orgulho, está lançada a ´´Separados Pelo Nascimento``
Como estréia, nada melhor do que ele, que acabou de tirar da cartola o seu mais novo blog.

Escrito por Bruno Varalli às 18h56
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É pau, é pedra.
É audaz leitor, o mundo realmente perdeu todos os seus valores e anda mesmo de cabeça para o ar. Nesses últimos dias, mais que o dossiê dos sanguessugas, só escuto falar na tal “pauladinha” que a Cicarelli deu no mar com não sei quem.
Caramba, nem mais uma santa “pauladinha” no mar podemos dar em paz?
Que mundo seria esse? Onde aceitamos a guerra, a miséria, a corrupção com dinheiro público, as fanfarras do PCC, a abaixada do meião do Roberto Carlos e recriminamos uma simples “bombeada” em águas catalãs?
Que se acabe a hipocrisia. Que se acabe essa imbecilidade chamada paparazzi, o Nelson Rubens o Leão Lobo e todos os outros que vivem disso. A Cicarelli, é uma pessoal normal, fica embriagada na praia, assim como eu, você e todo mundo. A diferença é que a “pauladinha” é na gringa enquanto a nossa é na Enseada ou Ubatuba.
Pra que tanto alarde?
Quem nunca fez uma bela sacanagem no mar?
Por favor, atire a primeira pedra. Salve a “pauladinha”.
Escrito por Bruno Varalli às 12h18
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“Blindness” – das mãos de um Mago para outro.
A obra “Ensaio sobre a Cegueira” (Blindness em inglês), livro do excelente portuga, José Saramago, será transformada em película no ano que vem. É amigo, parece que caberá a ele – nada menos que ele – o diretor Fernando Meirelles o desafio de filmar, o que já fora chamado até mesmo de “infilmável”, por seu criador.
Meirelles, antes mesmo de lançar o aclamado e polêmico “Cidade Deus” (2002), tentou comprar os direitos do romance. A intenção do diretor era fazer da obra o seu primeiro longa metragem. Porém, Saramago na época, vetou a negociação, argumentando que não via muitas possibilidades de transformar em imagens uma história sobre a cegueira. Revista às opiniões, e principalmente as negociações, é com a ajuda de produtoras do Canadá e do Reino-Unido, que o destino volta a ser implacável, e o filme volta as mãos do diretor.
Este, por sua vez, diretor do magnífico “Cidade de Deus”, e do mais recente “O Jardineiro Fiel”, vem consolidando sua carreira no âmbito internacional.
Particularmente, acredito que isso se deve a grande capacidade que Meirelles tem de transformar seus filmes em algo duplamente real.
Primeiro de tudo, tanto em Cidade de Deus como em Jardineiro, ele nos leva e nos aproxima dos seus personagens de uma maneira inimaginável. Além da verdade palpável aos olhos, nós passamos a nos identificar com os seus personagens e suas histórias. E olha que, nos dois casos, não fazemos parte desse mundo social. Algo, que na minha opinião, deve ser totalmente louvável no cinema contemporâneo.
Outra, e talvez a principal virtude de Meirelles, é mesclar esse lado totalmente real e cru de suas histórias com romances de estilos primários da história do cinema. História de amor das antigas mesmo. Dessa forma, temos um filme altamente verdadeiro e autêntico, que consegue permear pelos grandes circuitos nacionais e internacionais sem se tornar “alternativo” ou “clichê” demais pro meu gosto. No mais, fico tentando imaginar qual será a visão desse cara sobre a obra do Saramago. Sento na cadeira e espero. Acreditem, vem “filmaço” por ai.
Escrito por Bruno Varalli às 18h56
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