Você-você
Escolhas, nada mais são, do que oportunidades jogadas ao acaso.
Tinha mesmo que ser assim.
Derepente, naquela hora.
Derepente, naquela noite.
Vejo você. Exatamente como a poucos dias atrás.
Imerso na sua infinidade, ti percebo por dizeres calados.
O silêncio fala.
O silêncio é autoditada.
Eu sei exatamente o que você me diz.
E tento não conceder meus olhos, a qualquer espécie de interpretação sua.
Nos entendemos, diante da abstinência das palavras.
Nos entendemos, como muitas outras vezes, através do seu olhar.
A ferida ainda arde. Cicatrizes de amor são implacáveis.
Marcas insistem em permanecer. Por um tempo, chamado eternidade.
Agora, o meu medo não é mais o de ti perder.
Agora, o meu medo é o de ti ganhar.
Chego a ter certeza sobre do que sinto por você.
Você já não faz parte de mim. Pelo menos, não como deveria.
Não quero acreditar. Não quero que você acredite.
Escrito por Bruno Varalli às 11h27
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